Eu testei Drop Sets no Speediance e não vou mais fazer
Spotter Mode 1 é inútil. Spotter Mode 2 cria drop sets de verdade. Mas depois de filmar a demonstração, percebi por que não uso nenhum dos dois — e por que você provavelmente também não deveria.
Por Que Eu Gravei Este Vídeo Duas Vezes
Eu fiz essa demonstração duas vezes. A primeira me destruiu.
Eu filmei uma tentativa de drop sets usando o Spotter Mode 2 do Speediance, levando até a falha, e não consegui falar por uma hora depois. Ainda estava dolorido no dia seguinte.
Drop sets têm um custo de fadiga enorme. Maior do que séries normais. E eu não lido bem com esse custo — me faz não querer treinar no dia seguinte.
Esse é o trade-off que ninguém menciona. Sim, drop sets podem te dar 5-10% a mais de hipertrofia. Mas se você está temendo sua próxima sessão, você perdeu mais do que ganhou.
O Que os Spotter Modes Realmente Fazem
O Speediance tem dois spotter modes:
Spotter Mode 1 — A máquina não abaixa muito o peso. Ela quase não auxilia. Supostamente deveria te ajudar a completar reps quando você está falhando, mas, honestamente, não faz o suficiente. Não consegui encontrar um caso de uso para ele.
Spotter Mode 2 (Assist 2) — Esse é o verdadeiro diferencial. Ele detecta quando você está com dificuldade e diminui o peso no meio da rep. Segure o peso na parte de baixo de uma rep falhada, e ele reduzirá a carga. Continue segurando, e ele continua diminuindo.
Isso é um verdadeiro drop set. Cada vez que você não consegue completar uma rep, a máquina intervém e abaixa o peso para você continuar.
A Demonstração Que Me Quebrou
Eu montei um treino de shoulder press — 15 lbs, 20 reps. Esse é um cenário de falha garantida. Especialmente para shoulder press, que eu odeio.
No vídeo, comecei a falhar por volta da rep 5. Na rep 5, o Spotter Mode 2 entrou em ação e abaixou o peso para 90 lbs. Consegui mais algumas reps. Depois abaixou para 58 lbs. Depois 50. Depois 40s.
Acabei fazendo muito mais reps do que o planejado porque a máquina continuou abaixando o peso. Meus ombros foram destruídos.
A questão é: você não consegue acompanhar nada disso.
O registro do treino mostra apenas o volume total. Não mostra quando as quedas aconteceram, quantas reps em cada peso, ou qualquer coisa útil para analisar a série. Você recebe um número. Só isso.
No Tonal, era o mesmo problema. Drop sets te dão um total — mas não o detalhamento. Sem o detalhamento, você não consegue analisar seu treino de forma eficaz.
Por Que Eu Não Uso Drop Sets
Três motivos:
1. Angústia mental. Quando o peso cai, parece que você está falhando. Você está no meio da rep, não consegue completar, e a máquina intervém. Esse aspecto psicológico — se sentir como se estivesse falhando diante da máquina — não é como eu quero me sentir durante uma série.
2. Sem rastreamento. Eu preciso de dados. Preciso saber quantas reps eu fiz em qual peso. Drop sets te dão um número. Isso é inútil para sobrecarga progressiva.
3. Custo de fadiga. Eu já treino 4-5 dias por semana com volume alto (30.000-40.000 lbs por sessão). Adicionar drop sets por cima é demais. Já tentei. Eu paro de curtir os treinos.
É por isso que mantenho meu anel preso à barra, mas não uso o Modo Spotter durante o treino normal. Quero saber exatamente o que levantei, exatamente quando falhei e exatamente o que fazer na próxima vez.
O Debate sobre Segurança
Alguém na internet argumentou que pesos livres são mais seguros do que máquinas de resistência digitais. Teve uma experiência ruim — ficou preso debaixo de um agachamento, sem spotter, e a máquina não desligou.
Eu ouvi a história dessa pessoa. Veja o que aconteceu:
- Estava fazendo carga máxima no agachamento
- Não tinha o anel no dedo (sem como desligar o peso)
- Estava de costas para a máquina (não conseguia apertar o botão da tela)
- Não tinha o Modo Spotter ativado
Isso não é um problema da máquina. É um problema de configuração.
Já fiz agachamentos máximos sozinho. Uma vez tinha 350 lbs nas costas, sem spotter, no meu porão. Errei o pino do rack, a barra desceu e tive que soltar. Destruí os pinos de segurança. Mas não me machuquei — porque estava de frente para a máquina, tinha o anel no dedo e sabia usar os botões.
Se você vai treinar sozinho em qualquer máquina — Speediance, Tonal, um power rack — você precisa de:
- Várias formas de soltar o peso (anel, tela, inclinação da barra)
- Configuração adequada antes de começar (não estique o corpo para pegar a barra)
- Consciência de onde estão os botões
A máquina não é o problema. O usuário geralmente é o problema.
O Que Eu Realmente Usaria
Se eu fosse usar o Modo Spotter de alguma forma, seria o Assist 2 — e somente para cenários específicos:
- Ensinando um iniciante que pode travar
- Fazendo uma tentativa de carga máxima verificada em que quero uma garantia
- Tentando um novo exercício em que não conheço seu verdadeiro 1RM
Mas, mesmo assim, provavelmente usaria spotter ou treinaria com alguém. O custo mental e de fadiga dos drop sets não vale a pena para alguém que já está treinando pesado 4–5 dias por semana.
A Conclusão
O Modo Spotter 1 é inútil.
O Modo Spotter 2 funciona conforme anunciado — ele cria drop sets reais, reduzindo progressivamente o peso quando você falha.
Mas drop sets não são para mim. O custo de fadiga é alto demais. O rastreamento é inexistente. A sensação psicológica não combina com meu estilo de treino.
Use se quiser. Mas entenda o que você está trocando: algumas repetições a mais por muito mais fadiga e menos dados.
Vou seguir com minhas séries normais, meu anel preso à barra e a sobrecarga progressiva guiada por dados reais — não por assistência algorítmica.