Do Círculo ao CONCRETO: O Início Mais Insano de uma Luta de Grappling Já Vista
Ele me lançou de dentro do círculo direto para o concreto. Isso não é metáfora — foi literalmente o que aconteceu. Bem-vindo ao jiu-jitsu de competição, onde o inesperado se torna a norma.
O Momento em que Aconteceu
Ele me lançou de dentro do círculo para o concreto. Isso não é uma metáfora. Foi literalmente o que aconteceu.
Eu estava competindo na faixa marrom. Meu adversário disparou uma queda de dentro do círculo de competição – a posição neutra de início – e, em vez de permanecer no tatame, ele literalmente me pegou e me jogou para fora do tatame no chão de concreto, fora da área de competição.
Bem-vindo à competição, Toby. Aqui vai um pouco de concreto.
O que Realmente Aconteceu
Olhando o vídeo agora, é quase cômico. Meu adversário investiu, agarrou minha perna e, em vez de completar uma queda tradicional no tatame, me levantou e me jogou de lado para fora do círculo. A força foi suficiente para me carregar completamente para fora da superfície de competição.
O árbitro não parou a luta imediatamente. Houve uma breve pausa – todo mundo estava tentando entender o que tinha acabado de acontecer. Então reiniciamos no centro.
Aqui está a parte absurda: tecnicamente, ele deveria ter ganhado pontos por aquilo. Ele iniciou a queda de dentro do círculo. Nada nela era ilegal. As regras dizem que você precisa começar de uma posição neutra – e foi o que fizemos. O fato de a queda ter terminado fora do tatame não a desclassifica.
Mas o árbitro não concedeu os pontos. Talvez estivessem tão confusos quanto eu. Talvez não tenham visto com clareza. De qualquer forma, eu não ia discutir.
A Luta que Veio Depois
O que aconteceu em seguida me mostrou tudo sobre onde meu jiu-jitsu estava naquele momento.
Perdi aquela luta no tempo extra. Não porque fui finalizado. Não porque fui imobilizado. Eu fiquei sem gás.
Primeira vez em anos. Eu vinha treinando de forma irregular – vida com dois filhos, administrando um negócio, viajando a trabalho. Eu sabia, quando aceitei a luta, que se fosse até o final estaria em apuros. Meu condicionamento não estava onde precisava estar.
Aquele cara estava em forma de competição. Claramente treinando regularmente. Claramente preparado. E eu estava... não.
O tempo extra no jiu-jitsu é simples: quem fizer a primeira queda vence. Sem pontos, sem vantagens – apenas uma queda limpa.
Ele me derrubou três vezes. Eu não consegui defender nenhuma delas.
O que Isso Me Ensinou Sobre Quedas
As pessoas criticam a habilidade de queda do Mike Israetel. Dizem que ele é grande demais, lento demais, não técnico o suficiente em pé.
Aqui vai a minha visão depois de ter sido jogado para fora do tatame por um faixa azul no meu último torneio: se você está criticando a habilidade de queda, é porque nunca foi jogado para fora do tatame por alguém que de fato treina quedas.
Meu adversário nem era tão experiente assim. Mas ele estava em forma, era agressivo e tinha um movimento que ele conhecia muito bem. Isso foi suficiente.
Desde então, revisei meu treinamento. Mais trabalho específico em pé. Mais treinos situacionais. Mais condicionamento para aqueles arrancos de 30 segundos que decidem as lutas.
A Lição BJJ Que Ninguém Comenta
O jiu-jitsu de competição tem a particularidade de expor suas fraquezas de um jeito que o treino nunca consegue. Na academia, dá pra fingir. Dá pra recorrer às suas melhores posições. Dá pra parar quando você está cansado.
No tatame, em uma luta, com um árbitro observando e pontos sendo marcados? Não dá pra se esconder.
Eu achava que minha guarda era sólida. Achava que meu controle por cima era bom. Mas quando o cronômetro está rodando e seu oponente está caçando a queda e você está preocupado em ser jogado no concreto de novo - aí você descobre o que é real.
A Volta
Não vou deixar um torneio ruim definir minha jornada no jiu-jitsu. Eu pratico isso há mais de 10 anos. Já competi na faixa marrom. Já ganhei lutas e já perdi lutas.
Mas vou dizer uma coisa: não vou mais subestimar a importância da parte em pé. E na próxima vez que alguém entrar em queda sobre mim, estarei pronto para eles irem até o fim - mesmo que isso signifique sair do tatame.
Conclusão
Jiu-jitsu de competição é caos. Dá pra treinar por meses, se preparar para todo tipo de cenário, e ainda assim ser jogado no concreto por alguém que você nunca esperava.
É isso que faz dele o melhor professor. Não as vitórias - as derrotas. As derrotas estranhas, inesperadas, fora do tatame que fazem você rir quando assiste ao vídeo depois.
Eu tenho as imagens. É humilhante. É hilário. E é exatamente o que eu precisava para evoluir no meu jogo.